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... Expressividade ...

"Decifra-me mas não me conclua, eu posso te surpreender! - Clarice Lispector

Meu Diário
28/06/2026 14h34
A Taça

O restaurante estava cheio, e por isso mesmo ela teve coragem.

Ele a olhava como quem esperava uma resposta que não cabia em palavras. Sobre a mesa, havia uma taça vazia. Dentro dela, minutos depois, repousava a renda preta, discreta e impossível, como um segredo que resolveu aparecer em público.

Ela derramou a água devagar. O tecido afundou. Ele entendeu.

Sem sorrir, levou a taça aos lábios e bebeu olhando para ela. Naquele instante, os ruídos do salão desapareceram: o garçom, os talheres, os casais, a música baixa. Restaram apenas os olhos dele, a calma dela e uma espécie de pacto líquido entre os dois.

Quando ele guardou a renda no bolso e disse “vamos”, ela se levantou sem pressa.

Lá fora, a noite parecia outra.

E a taça, deixada sobre a mesa, continuou vazia — embora tivesse acabado de transbordar.

 

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Publicado por Monet Carmo em 28/06/2026 às 14h34
 
23/06/2026 21h28
A pele do luto...

...

Passar por um grande estresse emocional, como o luto, mexe com tudo.

Mexe com o sono, com os hormônios, com a alimentação, com a energia… e a pele sente.

Ela pode ficar mais oleosa, mais sensível, mais reativa, com acne, vermelhidão e aquele aspecto de cansaço que vai além da aparência.

Cuidar da pele nesse momento não é vaidade.

É acolhimento.

É uma forma de se olhar com mais gentileza quando tudo por dentro ainda está tentando se reorganizar.

Às vezes, o que a pele precisa não é de excesso.

É de calma.

Limpeza suave, hidratação, proteção solar e tratamentos pensados com respeito ao momento que a pessoa está vivendo.

Porque tem fases da vida em que o cuidado estético também pode ser uma forma de cuidado emocional.


Publicado por Monet Carmo em 23/06/2026 às 21h28
 
06/06/2026 15h23
Versões...

"Há versões de nós que o mundo vê... e há versões que só nós conhecemos.

 

Alguns dias carregam sol, outros carregam silêncio. Alguns transbordam força, outros apenas sobrevivem ao que ninguém percebe.

 

Mas todas essas versões são minhas.

A que sorri. A que sente falta. A que recomeça. A que ainda está aprendendo a seguir em frente.

Nenhuma delas é mais verdadeira que a outra."


Publicado por Monet Carmo em 06/06/2026 às 15h23
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