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28/09/2025 09h58
Resposta: Não quero te amar no brilho inventado.
Não… Eu não quero te amar no brilho inventado das palavras. Não quero esse furacão que promete tudo e se desfaz quando a tela apaga. O que tu trouxeste não me protegeu… foi ilusão. Palavras não carregam peso suficiente para sustentar corpos, nem calor para aquecer mãos frias.
O sorriso que me dás escrito não toca meu rosto. O carinho que proclamas não atravessa o concreto da distância. A energia que dizes ter não ilumina meu quarto escuro.
Amor que só existe no verbo é sombra, é engano. Eu não preciso de frases que me façam sorrir, preciso da presença que se senta ao lado, do olhar que me confronta, da pele que sua junto da minha.
Se o teu amor é só palavra… fica com ele. Eu quero carne, silêncio compartilhado, tempo gasto sem pressa, o incômodo da realidade que corta mas também prova.
Amor de verdade não se eterniza em letras... ele se reconhece naquilo que acontece quando os olhos se encontram, quando o corpo responde, quando não há mais virtualidade possível.
Publicado por Monet Carmo em 28/09/2025 às 09h58
13/09/2025 11h56
Ser vinho...
Ser vinho é aceitar o tempo como aliado... é envelhecer sem pressa, sabendo q cada inverno acrescenta corpo, aroma e memória. São 46 colheitas, uvas colhidas com suor e cuidado, cada uma marcada por sol, por tempestade, por silêncio...
O trabalho é diário: cuidar da terra do corpo, regar com saúde, podar os excessos, fortalecer as raízes. Mas o que realmente dá sabor é a mente desperta... porque vinho sem espírito atualizado vira apenas vinagre.
Envelhecer não é murchar, é decantar-se... é filtrar o que não serve, guardar o essencial, ser taça q se oferece inteira, mas sem perder a própria essência. E quando alguém provar desse vinho... vai sentir q o tempo não te envelheceu, te aperfeiçoou. Publicado por Monet Carmo em 13/09/2025 às 11h56
Copyright © 2025. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. 24/08/2025 19h24
Conversas...
sorri… porque no fundo sabia que o detalhe da blusa não era nada,
o verdadeiro espetáculo era o arrepio que nascia na pele, era o olhar que se demorava, era o silêncio que dizia mais do que qualquer palavra.
Não havia cenário, nem roupa,
nem hora do dia…
havia apenas esse instante suspenso,
onde teu suspiro encontrava o meu,
e tudo ficava maior… mais intenso…
como se o corpo fosse música,
e nós dois, a canção inteira...
Publicado por Monet Carmo em 24/08/2025 às 19h24
Copyright © 2025. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. 17/08/2025 21h42
Não apresse..
O campo silencia… o vento toca leve nas folhas… o céu se derrama em cores brandas.
Um pássaro risca o ar antes de encontrar repouso… as cigarras afinam o último canto.
A terra respira lenta… há calma no intervalo, há ternura no instante.
E a noite que chega não apressa nada… apenas acolhe.
Publicado por Monet Carmo em 17/08/2025 às 21h42
Copyright © 2025. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. 12/08/2025 20h27
“Ainda estamos falando sobre liderança?”
Décadas se passaram desde que os primeiros livros sobre liderança moderna começaram a circular nas estantes das empresas… A era do comando e controle parecia em declínio. Vieram os gurus da gestão participativa, da escuta ativa, da empatia como diferencial competitivo. Vieram os MBAs, os workshops de liderança com propósito, os TED Talks com frases de efeito e a promessa de um novo tipo de líder. Mas cá estamos… Ainda falando sobre liderança. Ou melhor: ainda tentando entender por que, em tantos lugares, a liderança ainda chega como ruído, imposição e desequilíbrio. Não é sobre ignorar a necessidade de transformação. Nem sobre resistir à chegada de novas pessoas com ideias diferentes. Toda organização saudável precisa de sangue novo, coragem para mudar, senso de urgência e capacidade de execução. Mas há uma linha tênue entre a liderança que transforma… E a que desestrutura. Há líderes que chegam fazendo, mas não escutam quem estava...Líderes que trazem “os seus” e criam zonas de blindagem e privilégio, não times. Líderes que desprezam a cultura existente, ironizam os processos, menosprezam as pessoas que sustentaram o chão da operação durante anos… Como se “fazer diferente” significasse, obrigatoriamente, destruir o que existia. Como se para provar resultado fosse preciso provar também que tudo antes era um fracasso. Pior ainda, há quem conduza times pela força do medo. “Se não está satisfeito, peça para sair.” “Quem quiser trabalhar do meu jeito, fique. O resto, a porta está aberta.” Esses discursos, ditos ou sugeridos, criam muito mais do que uma cultura de urgência: Criam uma cultura de silêncio, de autoproteção, de falsa produtividade. As pessoas “produzem”… Mas com medo... Com receio de falar, de apontar falhas, de propor algo diferente. Com vergonha de ser “do time antigo”, como se isso fosse sinal de mediocridade. Esse tipo de liderança não constrói equipes... Constrói castelos... Cheios de muros, torres de vigilância, e salas de churrasco só para os convidados do rei. E quando o assunto é mineração, chão industrial ou qualquer operação de alto risco…Esse estilo de liderança é ainda mais perigoso. Porque aqui, o erro não é só um número ruim no dashboard. É acidente. É impacto ambiental. É risco de vida. Por isso, não: a gente não pode normalizar mais esse tipo de postura. E também não pode romantizar o silêncio dos que “aguentam calados” porque isso só aprofunda a ferida. Liderança é sobre resultado, sim. Mas resultado com responsabilidade. Com coerência. Com clareza técnica e respeito pela história de quem já estava ali, mesmo que seja para fazer diferente. Se ainda precisamos falar sobre liderança em 2025… Que seja para provocar. Para rever o que estamos aplaudindo. Para lembrar que não é porque alguém faz acontecer, que isso é, de fato, liderança. Às vezes, é só ego… Com orçamento aprovado. ✍️ Escrito por uma profissional que aprendeu a reconhecer um líder… não pela autoridade, mas pela escuta. E que acredita que confiança, respeito e ética seguem sendo ferramentas de transformação — mesmo quando o sistema insiste em escolher o atalho.
#Liderança #CulturaOrganizacional #Gestão #SegurançaPsicológica #Mineração #ComportamentoHumano
Publicado por Monet Carmo em 12/08/2025 às 20h27
Copyright © 2025. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
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