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O que me cinge, me revelaHá um poder nas pérolas que me cingem, Tão rente à pele, quase em oração; São delicadas, mas não se restringem Ao casto privilégio da razão.
No colo, onde os desejos se distinguem, Repousa a seda de uma rendição; E os olhos, quando ousados, me atingem, Confundem liberdade e submissão.
Há qualquer coisa de rainha e amante Nesse colar que abraço sem pudor, Um luxo silencioso e provocante.
Pois sei ser soberana e ser ardor, Curvar-me, se quiser, por um instante, Sem dar a quem me toca o meu senhor. Monet Carmo
Enviado por Monet Carmo em 04/11/2026
Alterado em 04/11/2026 Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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