google.com, pub-2061508496645724, DIRECT, f08c47fec0942fa0


O homem que quis ser leão...Ahmad carregava no nome a antiga promessa dos elogiados, como se alguém, antes dele nascer, já tivesse escrito em sua pele que seria digno de admiração.
Mas escolheu ser chamado de Léo.
Talvez porque alguns homens não suportem a delicadeza do próprio nome e precisem vestir um animal para atravessar o mundo.
O leão da Pérsia não pede licença. Permanece imóvel, observando a distância, guardando no silêncio tudo aquilo que poderia incendiar.
Dizem que não se deve brincar com a cauda de um leão.
Eu não brinquei.
Apenas toquei, por engano, uma parte dele que talvez estivesse adormecida.
E então houve fogo, não aquele que destrói cidades, mas o que atravessa duas pessoas e deixa, depois, uma espécie de fumaça na memória.
Talvez ele gostasse de ser Léo porque leões não explicam ausências, não confessam medo, não pedem desculpas por partir.
Apenas desaparecem na paisagem como se nunca tivessem pertencido a ela.
Mas eu aprendi uma coisa:
nem todo homem que ruge é forte, nem todo silêncio é coragem, nem todo leão sabe permanecer.
Às vezes, o verdadeiro poder está em quem observa a fera, reconhece sua beleza e, ainda assim, escolhe não entrar na jaula. Monet Carmo
Enviado por Monet Carmo em 25/07/2026
Alterado em 27/07/2026 Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|