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A Chave...Ele perguntou se podia buscá-la em casa.
Ela olhou a mensagem, depois olhou para a chave do carro em cima da mesa.
Já tinha idade suficiente para saber que certos gestos, embora bonitos, também podiam virar pequenas prisões... Respondeu que não precisava... Encontrariam-se no restaurante.
Chegou sozinha, estacionou perto da saída e entrou.
A noite foi leve. Riram, beberam vinho e, quando ele sugeriu continuar a conversa em outro lugar, ela sorriu.
— Vamos.
Cada um entrou no próprio carro.
Ela gostava daquela imagem: dois faróis seguindo na mesma direção, sem que nenhum precisasse carregar o outro.
No fim, liberdade não era fugir de alguém.
Era saber que poderia ir embora e, ainda assim, escolher ficar. Monet Carmo
Enviado por Monet Carmo em 11/07/2026
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