google.com, pub-2061508496645724, DIRECT, f08c47fec0942fa0

... Expressividade ...

"Decifra-me mas não me conclua, eu posso te surpreender! - Clarice Lispector

Textos


 Imagem:

Depois,

 

Depois do vinho,

o corpo fica mais honesto.

ou puro...

 

Não porque diz tudo,

mas porque para de fingir

o que precisa dizer,

 

Com olhos,

com boca,

com gestos...

 

Depois do ato,

da taça melada de uvas

esmagadas sugas...

há um silêncio diferente.

 

Não é distância.

Nem algo como tédio...

um medo... um tal reconhecimento

do quê se queria ser mentira,

mas foi urgências, delirios 

embriagues consiente!

 

Um silêncio mudo...

A verdade é que é só o mundo

voltando devagar...

para dentro da pele.

 

A taça vazia em algum lugar,

a respiração ainda morna,

a roupa em algum lugar

sem importância.

 

Ninguém pergunta nada.

Olhos se olham até com questionamentos,

mais ninguem puxa a conversa estranha!

 

Porque há perguntas que estragam a coisa,

como acender a luz... 

no meio de uma prece,

Ou uma desculpa para ir embora

e mergulhar dentro desse silêncio 

sabor: GOSTEI TANTO...

mais que o rotulo que vendo é,

CONTRA APAIXONAMENTOS.

 

O silêncio, às vezes,

é o jeito mais limpo e sujo da mente...

onde se continua tocando lugares

que o sabor inundou sem pedir

salvamento.

 

É quando a boca descansa

e o desejo, já sem pressa,

fica ali, deitado entre os dois,

feito animal manso.

 

Depois do vinho,

depois do peso bonito,

dos copos feito corpos

depois do riso baixo

e da sede confundida

 

Ah amor..

 

O silêncio nada explica.

confunde o medo com ressaca,

Guarda silabas agitadas...

e guardando, Ahhh...

Ele diz quase tudo!

 

Com novas intenções engarrafadas

ou distanciamentos por medos

do vício, não planejados!

 

Monet Carmo
Enviado por Monet Carmo em 17/06/2026
Alterado em 19/06/2026


Comentários

Tela de Claude Monet
Site do Escritor criado por Recanto das Letras