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A mão aberta
Ela achava bonito dizer que não cobrava nada de ninguém. Mentira pequena, dessas que a gente conta para dormir melhor.
Cobrava sim.
Cobrava presença em silêncio, resposta sem demora, saudade com comprovante. Tinha dentro dela um departamento inteiro cuidando das ausências alheias.
Até que um dia entendeu: amor não é vigiar pouso de borboleta.
É abrir a mão. Mesmo sabendo que talvez ela vá. Mesmo sentindo falta depois.
Mesmo ficando com aquele vazio miúdo entre os dedos.
Porque tem prisão que começa com cuidado demais. E tem liberdade que chega sem fazer barulho, só quando a gente para de chamar medo de amor. Monet Carmo
Enviado por Monet Carmo em 11/06/2026
Alterado em 11/06/2026 Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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