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Quando te faltar paciência...
Quando te faltar paciência, fecha os olhos por alguns segundos.
Respira.
E lembra, com delicadeza, que tu também é feita de falhas, de cansaços, de excessos e de dias difíceis.
Diz baixinho, sem vergonha: - eu sou um fio de energia amorosa na corrente do amor divino.
Depois, se puder, procura um abraço. Não como fuga, mas como retorno. Às vezes, o corpo entende antes da alma. Às vezes, um abraço nos devolve para um lugar menos duro dentro de nós.
Perdoa tua impaciência. Perdoa teu descontrole. Perdoa a palavra que saiu torta, o gesto que pesou, a reação que não parecia tua, mas foi.
Somos diferentes. Sentimos diferente. Carregamos dores que ninguém vê. E aquilo que para ti parece pequeno, para o outro pode ser uma ferida antiga, uma idade cansada, uma doença silenciosa, uma limitação, uma história inteira que tu não conhece.
A gente erra quando espera do outro a resposta que daria. O carinho que entregaria. A atitude que teria. E quando isso não vem, nasce a raiva, o inconformismo, o rancor... e depois aquela solidão estranha, mesmo cercada de gente.
Porque algumas atitudes passam para quem fez. Mas ficam em quem recebeu.
Quem grita esquece. Quem escuta, muitas vezes, carrega.
Por isso, no menor sinal de impaciência, para. Respira. Olha para o outro como alma, não como obstáculo.
Pergunta a ti mesma: - eu preciso mesmo ferir? - eu preciso mesmo ser dura? - a minha dor me dá o direito de aumentar a dor de alguém? E se a resposta for não, volta. Volta com humildade.
Toma um copo d’água. Silencia um pouco. Pede desculpa, se for preciso. Procura um abraço, se ainda houver tempo.
Porque ninguém sabe o dia, a hora, o mês ou o ano da partida.
E talvez a maior sabedoria seja: não deixar o amor chegar tarde demais. Monet Carmo
Enviado por Monet Carmo em 27/05/2026
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