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Uma carta aberta sobre o luto de perder uma mãe que não foi comumTem dias que parecem intermináveis… não parecem?
Mas não é só cansaço… não é só rotina… é saudade que pesa no corpo inteiro.
Perder uma mãe assim… não é só perder alguém… é perder uma referência de força.
Nem todo mundo entende… porque nem toda mãe é igual.
A minha não era delicada no jeito de viver… era firme.
Era dessas que ensinava mais pelo exemplo do que pela palavra.
Criou sete filhos do jeito dela… sem manual… sem romantização… com o que tinha… e com o que era.
Amava de um jeito próprio… às vezes duro… às vezes silencioso… mas nunca ausente.
Era uma mulher que cobrava postura… que não aceitava meio caminho… que ensinava, mesmo sem dizer, que a vida exige firmeza.
Ela não criou princesas… criou mulheres que sabem se sustentar… que sabem decidir… que sabem cair e levantar sem pedir permissão.
E talvez seja isso que mais dói agora… Porque quando a gente perde uma mãe assim… a gente não perde só colo… a gente perde chão.
Fica um silêncio estranho… como se alguém que sempre esteve ali… cobrando… guiando… olhando… de repente… não estivesse mais.
Mas, ao mesmo tempo… não é verdade que ela se foi por completo. Porque tudo aquilo que ela exigiu… tudo aquilo que ela formou… tudo aquilo que ela construiu… continua.
Continua nas decisões que a gente toma… na forma como a gente se posiciona… na força que a gente acha que não tem… mas tem.
Ainda dói… vai doer… porque amor forte não vai embora fácil. Mas existe uma verdade quieta no meio disso tudo…
A gente não está só sobrevivendo a essa perda… a gente está carregando ela de um jeito que continua fazendo sentido.
Porque uma mulher assim… não cria só filhos…
Ela cria continuidade. E mesmo no luto… a gente segue… não porque é fácil… mas porque foi assim que ela ensinou. Monet Carmo
Enviado por Monet Carmo em 28/03/2026
Alterado em 28/03/2026 Comentários
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