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Rupturatem conversas que não são sobre o que se diz… são sobre o que começa a acontecer por baixo das palavras
começou quase leve… uma metáfora solta um quadro abstrato… sangue que desce… sangue que sobe e, de repente… já não era só imagem
era ruptura
um rio fluindo ao contrário… e ninguém ali tentando corrigir o curso
porque no fundo… não era sobre lógica era sobre aquilo que escapa dela
o desejo apareceu assim… sem pedir licença não como algo bonito ou romântico mas como força
dessas que não perguntam se pode… dessas que atravessam
e aí vem o incômodo… não pelo que é… mas pelo quanto não se controla
porque talvez o problema nunca tenha sido o desejo mas a ideia de que ele deveria caber em alguma ordem
quando, na verdade… ele nasce justamente pra romper
e naquele ponto da conversa… já não era mais troca
era reconhecimento
de que existe algo dentro da gente que não quer ser domado… nem explicado…
só vivido
como um fluxo que insiste… sobe… contraria…
e mesmo assim…
é o que mais nos lembra que estamos vivos. Monet Carmo
Enviado por Monet Carmo em 17/03/2026
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