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Há em ti um silêncio que não pede licença, como uma lâmina lenta dentro do pensar; quando te aproximas algo em mim cede, como se a ordem do mundo pudesse falhar.
Teu olhar carrega essa descrença ardida, não promete abrigo nem tenta salvar; mas é nele que minha lucidez vacila e o desejo aprende outra forma de falar.
Eu era contida, quase inteira na razão, até tua sombra tocar meu limite; há em ti uma ruptura que chama a minha.
E quando te penso, não busco consolo: aceito o risco de arder nesse encontro, onde a vida se abre… e não pede perdão. Monet Carmo
Enviado por Monet Carmo em 07/03/2026
Alterado em 07/08/2026 Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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