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... Expressividade ...

"Decifra-me mas não me conclua, eu posso te surpreender! - Clarice Lispector

Textos


Este não foi um ano leve. Para quase ninguém. Houve quem crescesse, quem prosperasse, quem alcançasse metas que pareciam distantes… e é justo reconhecer essas vitórias. Mas, para a maioria de nós, 2025 foi um ano denso.

Um ano de peso nos ombros, de noites mal dormidas, de decisões tomadas no limite da exaustão.

 

Carregamos estresse, medo, ansiedade, dúvidas que não sabíamos nomear. Esperávamos grandes conquistas, viradas claras, respostas definitivas… e, em muitos momentos, o que recebemos foi cansaço. Um cansaço que não é só do corpo. É da mente, da alma, do excesso de responsabilidade, da solidão nas decisões, da obrigação constante de seguir funcionando.

Muita gente perdeu pessoas. Outros perderam casas, vínculos, certezas. Houve quem precisasse pedir demissão para não adoecer de vez… e quem precisou, pela primeira vez, admitir que não estava bem emocionalmente.

 

Entramos em modo sobrevivência. E, mesmo quando algo bom aconteceu, mal conseguimos sentir… porque o foco estava em atravessar o dia. Só passar pelo dia já era uma vitória. E sim… era.

Ainda assim, estamos aqui.

 

Este ano nos transformou. Nem sempre do jeito que queríamos. Ele trouxe pessoas que fizeram sentido por um tempo… e levou outras sem aviso, sem fechamento, sem explicação. Lutamos batalhas silenciosas. Repetimos esforços. Caímos mais de uma vez no mesmo ponto. E, apesar de tudo, seguimos.

 

Estar aqui agora não é pouco. Não é acaso. Não é fraqueza.

Se ninguém te disse isso ainda… eu digo: tenho orgulho de ti. Orgulho por não ter desistido quando tudo parecia confuso. Orgulho por ter seguido mesmo cansado, mesmo com medo, mesmo sem aplausos. Orgulho por ter escolhido continuar quando parar parecia mais fácil.

 

Que o próximo ano não seja apenas sobre vencer… mas sobre respirar. Sobre viver com mais verdade, menos ruído, menos culpa. Que a gente aprenda a reservar espaço — espaço interno, espaço real — para o que merece ficar. Para pessoas inteiras. Para sonhos possíveis. Para propósitos que não nos esgotem.

 

Ainda há dias neste ano. Ainda há significado. E o que vem pela frente pede preparo… não pressa. Que a gente chegue ao próximo ciclo menos endurecido, mais consciente… e com a coragem tranquila de quem sobreviveu, aprendeu e segue — não por teimosia, mas por escolha.

Monet Carmo
Enviado por Monet Carmo em 22/12/2025
Alterado em 22/12/2025
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