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Nota de abertura Este ciclo integra a Poética de Fricção Liminar. O erotismo aqui não seduz, não promete, não cura. Ele expõe. Não há romantização. Há contato.
1. Cecília e o Calor Antes do Gesto Cecília aquece por antecipação. O desejo não se move… instala-se. Há um intervalo espesso entre o quase e o nunca. O corpo aprende a conter como quem segura a respiração com medo de trair o próprio pulso.
2. Cecília em Estado de Tensão Cecília não chama. Ela permanece. O desejo nela não avança, acumula. Pressiona por dentro como um pensamento indevido que insiste em voltar. Cada pausa é um ensaio de queda. Cada silêncio, um excesso.
3. Cecília e a Fricção do Olhar O olhar de Cecília não percorre. Ele demora até incomodar. Não toca, mas pesa. Há um tempo prolongado demais entre o ver e o desviar. Nesse atraso, algo se desorganiza.
4. Cecília Corpo-Interdito O corpo de Cecília é aviso. Não promessa. A pele marca fronteiras com uma precisão cruel. Entre desejo e gesto existe um campo tenso onde o erro seria ceder cedo demais. O limite excita porque resiste.
5. Cecília Depois do Desejo O desejo não acontece. Mas deixa rastro. Permanece como calor residual num corpo imóvel. Cecília segue inteira… mas algo nela aprendeu a arder sem saída. Não houve toque. Ainda assim, houve fricção suficiente para deslocar o eixo. Monet Carmo
Enviado por Monet Carmo em 22/12/2025
Alterado em 27/12/2025 Copyright © 2025. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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