google.com, pub-2061508496645724, DIRECT, f08c47fec0942fa0


Nota de aberturaEste texto integra a Poética de Fricção Liminar, uma escrita experimental baseada no atrito entre corpo, desejo, linguagem e paisagem psíquica. Não busca conciliação, mas exposição.
Ensaios: Michel Leiris - A escrita como riscoMichel Leiris escreve como quem se expõe sem escudo.
Leiris não usa a literatura para se explicar.
Desde cedo, sua obra se organiza em torno de uma pergunta incômoda…
Essa pergunta nunca se resolve. A autobiografia sem redençãoDiferente da autobiografia tradicional, Leiris não escreve para narrar uma trajetória coerente.
O eu que aparece em seus textos não é estável, nem exemplar.
Em L’Âge d’Homme, o gesto autobiográfico deixa de ser confissão moral e se torna exposição ética.
Leiris escreve sem promessa de reconciliação. Escrita, verdade e perigo
Para Leiris, escrever só faz sentido se houver risco real. Quando a escrita não compromete quem escreve, ela se torna ornamento. Essa recusa aproxima sua obra daquilo que há de mais radical na literatura do século XX… Escrever é atravessar um campo minado de si mesmo. Entre literatura e etnografiaA experiência de Leiris como etnógrafo aprofunda essa lógica.
Ele percebe que observar é sempre interferir.
Essa consciência atravessa sua escrita e reforça um princípio central… Mesmo quando tenta observar, ele se revela. Leiris e a Poética de Fricção LiminarNa Poética de Fricção Liminar, Leiris opera como fundamento ético. Ele ensina que:
Aqui, o corpo não aparece como tema erótico ou simbólico. A escrita não descreve o risco… Leiris impede que a fricção se torne apenas conceitual. Consequência para a escrita contemporânea
Ler Leiris hoje é aceitar que a literatura não é um espaço de conforto identitário.
Não há promessa de transcendência.
E talvez seja isso que torna sua obra ainda urgente…
Não para ser admirado. Monet Carmo
Enviado por Monet Carmo em 20/12/2025
Comentários
|