google.com, pub-2061508496645724, DIRECT, f08c47fec0942fa0


Nota de aberturaEste texto integra a Poética de Fricção Liminar, uma escrita experimental baseada no atrito entre corpo, desejo, linguagem e paisagem psíquica. Não busca conciliação, mas exposição. Um ensaio sobre Maurice Blanchot e Pierre Klossowski - Entre a falha da linguagem e o delírio do desejono território da Poética de Fricção Liminar
A Poética de Fricção Liminar não nasce da soma de influências. Ela nasce do conflito entre forças. É nesse ponto que Maurice Blanchot e Pierre Klossowski deixam de ser referências teóricas e passam a operar como vetores internos da escrita.
Eles não explicam o estilo. Blanchot: sustentar a escrita no lugar onde ela falhaNa Poética de Fricção Liminar, Blanchot não aparece como tema.
Escrever não é afirmar uma voz, mas aceitar sua erosão. O texto não conduz o leitor. Blanchot ensina que a escrita não precisa avançar…
Permanecer no silêncio que não acalma. Na fricção liminar, esse ensinamento se transforma em regra invisível: O silêncio, aqui, não é ausência. Klossowski: quando o desejo assume a sintaxeSe Blanchot sustenta a escrita no vazio, Klossowski a empurra para o excesso. Na Poética de Fricção Liminar, o desejo não é enredo, nem emoção.
É estrutura ativa. A moral não cai por ataque direto. Klossowski ensina que o corpo não obedece à consciência.
Essa lógica atravessa a escrita liminar: A linguagem passa a obedecer ao impulso, não ao argumento. Aqui, o desejo não é celebrado. Onde a fricção se instalaBlanchot leva a palavra até o ponto em que ela quase desaparece. A Poética de Fricção Liminar se constrói entre esses dois extremos.
Nem silêncio pacificado.
O texto vibra porque não escolhe um lado. A linguagem falha… mas continua. Essa tensão cria uma escrita que:
Ela expõe. Consequência formal (sem forma fixa)Por isso, não há forma estável. O que permanece é o princípio:
Blanchot garante que o texto não se feche. A fricção entre ambos impede a anestesia. O que esse diálogo produzNa Poética de Fricção Liminar, escrever não é comunicar uma experiência.
É produzi-la no leitor. O leitor não recebe sentido.
Não há elevação.
Não há transcendência.
Blanchot sustenta o abismo aberto.
E a escrita acontece ali… Monet Carmo
Enviado por Monet Carmo em 20/12/2025
Alterado em 20/12/2025 Copyright © 2025. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|