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Amor: Arquitetura da Exposição
Eu me exponho como quem força uma rachadura num edifício ainda habitável.
Nada desmorona. Mas algo cede.
Quando tu dizes que gostas, não é da forma… é da falha.
Do ponto exato onde a superfície perde o controle e deixa escapar um calor contido.
“Me conta mais”
Não soa como convite. Soa como teste.
E eu avanço. Meu conto não é relato íntimo. É zona de impacto.
Lugar onde a amizade sustenta o peso e o desejo pressiona por dentro, sem aviso, sem explosão.
O erotismo aqui não grita. Ele vibra. Baixo. Constante...
Como uma cidade que nunca dorme, mas também nunca se explica.
Expor-se é permitir que alguém atravesse meus corredores internos sem mapas, sem promessas de saída.
A mensagem fica aberta como uma ruína moderna ainda pulsando energia, esperando não um salvador, mas alguém capaz de entrar e suportar o que ainda está de pé. Monet Carmo
Enviado por Monet Carmo em 20/12/2025
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