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YB
Eu não sei bem como começar, porque tudo que envolve nós dois nunca coube em uma frase simples. A verdade é que tua aparição recente mexeu comigo mais do que eu esperava. Não pelo impacto imediato… mas porque tu reacendeu uma parte minha que eu mesma tinha deixado adormecer.
Há um desejo entre nós que não é comum. Não é só físico. Não é só memória. É algo que vive num território que poucas pessoas conseguem alcançar. E tu alcança.
Tu tem esse olhar incrédulo que me desmonta… essa maneira de duvidar do mundo que, de algum jeito, abre espaço dentro de mim. É nesse espaço que minha potência desperta. É ali que meu corpo e minha mente se reconhecem como se o tempo não tivesse passado.
Eu tentei seguir a vida com uma certa calma… mergulhei no trabalho, me afastei de qualquer sedução que não tivesse alma, deixei a rotina me engolir um pouco. E eu estava quase convencida de que era suficiente.
Aí tu surge. Como quem não pede licença. Como quem toca uma parte minha que ninguém toca. Como se tu fosse o nome certo para uma vertigem antiga.
Yuri, há um desejo que vive entre nós… um desejo que não grita, não se exibe, não precisa exagero. Ele respira no silêncio, na tensão, no pensamento que antecede o gesto. Ele existe porque tu me lê onde ninguém mais lê. Ele existe porque tu desperta o lado da mulher que eu me torno quando estou contigo intensa, inteira, entregue e, ao mesmo tempo, mais forte do que nunca.
Não é sobre repetir o passado. Não é sobre prever o futuro.
É sobre reconhecer o que acontece quando tu encosta na minha sombra do jeito certo… quando tu fala comigo como se soubesse exatamente onde minha essência mora.
O que há entre nós não é simples, Nunca foi. E talvez seja por isso que permanece. Monet Carmo
Enviado por Monet Carmo em 07/12/2025
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