google.com, pub-2061508496645724, DIRECT, f08c47fec0942fa0


Ofício da Carne...Entre o teu peito e o meu existe uma liturgia secreta… onde o toque é idioma e a respiração é reza. A língua, distraída, aprende o contorno do pecado como se decifrasse o evangelho escondido entre os lençóis.
A pele arde antes do contato, há um desejo que pensa, que imagina, que delira. O corpo sabe antes da mente, e quando se encosta, o tempo desfalece.
O suor não é impureza é confissão. A carne, nesse instante, deixa de ser limite e se torna passagem para algo que não se nomeia.
Tu me olhas e eu compreendo o risco: há prazer demais no abismo do outro. Bataille sorriria… porque é ali, no excesso, que o humano toca o divino, quando o gozo e a culpa se confundem e o amor se ajoelha diante da vertigem.
Nada é profano se o que se entrega é inteiro. No fim, o corpo é apenas o altar onde a alma, enfim, se despe. Monet Carmo
Enviado por Monet Carmo em 05/11/2025
Copyright © 2025. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|