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Matéria em colapsoEpígrafe: o corpo é apenas um espelho rachado, e eu continuo tentando me ver
Sinopse: Um ensaio visceral sobre o corpo como matéria em colapso. Entre o belo e o grotesco, o humano se dissolve em tempo, desejo e metal. Inspirado na estética batailliana e no surrealismo visual, o texto é uma experiência sobre a decomposição como linguagem e o erotismo como pensamento.
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Texto:
olho… arrancado do rosto, um relógio pulsando no lugar da visão. tempo é carne, e carne é castigo.
a boca… não beija, mastiga o silêncio. pérolas, pequenas mortes brancas. palavras fossilizadas entre os dentes.
a mão metálica… não toca invade. cresce como raiz em solo humano, procura veias onde flores nascem de dor.
quem observa também é observado. quem deseja é devorado. quem sente é consumido pelo próprio sentir.
o belo geme, o grotesco sorri. entre os dois, o corpo se rasga, e nasce o abismo.
há prazer na perda da forma. há pureza na mutilação estética. há erotismo na desistência de ser gente.
e eu… assisto à minha decomposição com olhos emprestados.
Categoria: Experimental Subcategoria: Bucceae Meta Morfósico
Tags: Bataille, surrealismo, corpo, erotismo filosófico, arte contemporânea, metáfora visual, decomposição, poesia experimental, prosa poética, filosofia do corpo, Georges Bataille, metálica, colapso estético, performance escrita Monet Carmo
Enviado por Monet Carmo em 01/11/2025
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