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O mundo em Belém do Pará... e Trump fora do palco
Depois de dizer que o aquecimento global era a maior farsa já inventada, Trump fez o que sempre faz quando o mundo se reúne para discutir o que importa. Virou as costas. A ausência dele na COP30 não é apenas uma decisão política. É uma repetição do mesmo comportamento que marcou sua passagem pela Casa Branca: a negação do consenso científico, a recusa em cooperar e a tentativa de reduzir a crise climática a uma disputa de narrativa.
Enquanto o governo federal dos Estados Unidos se retira oficialmente da COP30, que será realizada em Belém, mais de cem líderes locais americanos confirmam presença. Prefeitos, governadores e representantes estaduais vão atravessar o continente para dizer que o país não é um homem só. Que há compromisso, mesmo quando o poder central se cala.
Essa movimentação é mais do que simbólica. Representa o esforço de descentralizar a política climática e reafirmar que as cidades e os estados têm autonomia para agir. Mostra que a diplomacia ambiental está mudando de lugar. Não depende mais apenas de quem ocupa a cadeira presidencial, mas de quem entende que o futuro exige responsabilidade compartilhada.
Belém será o palco dessa virada. A Amazônia, tantas vezes tratada como problema, volta a ser referência. É aqui que o planeta inteiro se reúne para discutir o que fazer diante de um cenário que já não permite adiamentos. E é aqui também que o silêncio de Trump se torna mais eloquente. O mundo estará reunido para falar de sobrevivência e ele escolhe não aparecer.
Enquanto prefeitos americanos se organizam para firmar acordos e debater transição energética, o ex-presidente reforça o isolamento que o define. A COP30, nesse contexto, é um contraponto claro. Mostra que o negacionismo não é mais suficiente para travar a pauta. Que as cidades, universidades e comunidades científicas seguem trabalhando, com ou sem autorização do topo.
Trump pode acreditar que sua ausência é um gesto de força, mas é só mais um ato de fuga. O mundo seguiu. E em Belém, onde o ar quente da floresta se mistura com a urgência das decisões, a presença de tantos líderes locais dos Estados Unidos será um lembrete de que cooperação não é fraqueza. É sobrevivência.
A COP30 não espera, Belém está borbulhante, um caos só! Mas tá linda!!. E o palco, desta vez, está cheio mesmo sem o protagonista que tentou monopolizar o enredo. Monet Carmo
Enviado por Monet Carmo em 01/11/2025
Alterado em 01/11/2025 Copyright © 2025. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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