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Depois do SomTirei um peso da voz... um peso que não era meu, feito de promessas gastas, de músicas que fingiam ternura, de um eco que me calava aos poucos.
Havia ruído na tua presença... uma melodia doce demais pra ser sincera, nota por nota me ensinando a ceder, até que a minha voz virou silêncio.
Tu chamavas de cuidado... mas era controle. Chamavas de amor... mas era posse. Chamavas de “nós”... mas eu era só reflexo.
Agora o som voltou pro lugar certo dentro de mim. Sem aplausos, sem plateia, sem tua sintonia falsa.
As músicas que restaram, eu escuto sozinha, sem medo de gostar delas. Porque enfim são minhas.
E se um dia tu tentares voltar, vais encontrar apenas silêncio... o tipo de silêncio que cura. Monet Carmo
Enviado por Monet Carmo em 27/10/2025
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