google.com, pub-2061508496645724, DIRECT, f08c47fec0942fa0


Há amores que se anunciam em silêncio... como o toque leve do vento antes da chuva. Tu és um desses, um pressentimento de abrigo e incêndio ao mesmo tempo.
Quando te aproximas, o ar muda de peso. Tua presença tem o som das pausas, a respiração de quem ainda aprende o que é sentir.
Tu não te permites o mergulho, mas mesmo assim, te afundas um pouco quando os meus olhos te encontram. Há um temor em ti, e talvez seja isso que me encanta esse esforço de conter o que o corpo grita.
Teu perfume é lembrança antes mesmo de ir embora, e o cheiro da tua nuca, escondido entre cachos, é um território onde o tempo cessa e o mundo se dissolve.
Não há urgência em ti, há um compasso próprio, uma lentidão quase divina, como se amar fosse um ritual de espera.
E eu espero... espero o instante em que teu medo se renda, em que o amor, finalmente, te atravesse sem pedir licença.
Porque amar-te é entender o que não se explica, é desejar o que se oculta, é aprender que há ternura também no que não acontece.
E mesmo que o toque não se cumpra, há em nós uma espécie de eternidade. Não no corpo, mas no instante... aquele em que teus olhos se desviam dos meus, e ainda assim, continuam a me olhar. Monet Carmo
Enviado por Monet Carmo em 19/10/2025
Copyright © 2025. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|