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(Psicoestrutural Batailliano)
entre a mão e o pé... há um pacto antigo feito de silêncio, de pulsação e risco. a pele não toca, ela escuta. há um murmúrio dentro do gesto, uma promessa que não se diz.
duas superfícies que se procuram, como se o corpo quisesse lembrar o instante em que ainda não havia nome, nem separação.
é quase reza, quase profanação. no atrito, a fronteira se desmancha... e o sagrado se infiltra no banal.
a carne entende o que a palavra teme: que todo contato é uma queda. que toda queda é uma forma de retorno.
no fim, o toque é só isso, um modo de desaparecer no corpo do outro.
Monet Carmo
Enviado por Monet Carmo em 19/10/2025
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