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🖤 O Cubo e a Carne (Experimental Psicoestrutural Batailliano)Sintese: O corpo desafia o cubo. A mente tenta conter o desejo. A forma se dissolve. Resta o vazio onde o sentir vence o controle.
Texto
há um som preso no ar... um eco metálico... que vibra entre as linhas de um cubo.
o rosto desfocado não sabe onde termina a mente e começa o corpo.
as formas se confundem a carne respira geometria, a razão transpira medo.
o cubo pensa. mede. controla.
mas o corpo... o corpo deseja.
sua pele molha a estrutura, sua pulsação rompe o cálculo, seu calor enferruja o conceito.
as tatuagens, como mapas de fuga, apontam para dentro. e o dentro arde.
o cubo resiste, treme, treme de sentir.
as arestas se dissolvem em suor, a exatidão se curva, a ideia se contamina de vida.
por um instante, a mente tenta permanecer pura. mas o corpo é impuro e por isso verdadeiro.
as linhas se partem. a forma se cansa. o cubo se abre.
não há dentro, não há fora.
só o intervalo... onde o corpo respira e o pensamento sangra.
no fim, ou talvez no começo, resta apenas o silêncio...
um vazio que pulsa. um cubo que já não contém nada.
🦋🦋🦋
Experimental - Exercício e Criação de estilo/Subgênero. Subgênero: Experimental Psicoestrutural Batailliano Eixo temático: a mente como prisão geométrica e o corpo como tentativa de fuga. Estrutura sugerida: 1. Preâmbulo (sensação) — onde o narrador percebe a prisão invisível. 2. Fragmento (colapso) — a forma começa a ruir, o corpo se dobra, a identidade se duplica. 3. Suspensão (vazio) — o sujeito experimenta a vertigem de não ser. 4. Corpo (rito) — o desejo tenta atravessar as linhas do cubo. 5. Silêncio final (libertação ou aniquilação) — o cubo continua, mas o corpo já não obedece.
Monet Carmo
Enviado por Monet Carmo em 15/10/2025
Alterado em 15/10/2025 Copyright © 2025. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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