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✨️/¡\✨️ O Grande Dia!! Círio – domingo de fé
Belém acorda antes do sol... e o coração da cidade pulsa nas esquinas. É cheiro de açaí fresco, de vela acesa, de rio e gente misturada. O chão treme de promessas, e o céu se curva em cores, como se o próprio Deus descesse pra ver.
Da Sé, parte o milagre em silêncio. Nazinha vem cercada de mãos, de lágrimas, de vozes que gritam baixinho, porque fé grande não precisa de som alto. A corda se estica, arde na pele, rasga o corpo, mas costura a alma. Quem segura a corda entende: a dor também é reza.
O povo segue... descalço, suado, inteiro. Homens, mulheres, crianças, todos puxando a esperança com o corpo. É a fé em carne viva, é o Norte do mundo se ajoelhando.
Quando a Berlinda passa, até o vento faz silêncio. E o olhar de Nossa Senhora abraça Belém inteira, do Ver-o-Peso à Basílica, do pescador ao doutor, do promesseiro ao descrente.
Círio não se explica... se sente. É o grito manso da Amazônia, é o rio que não seca, é a saudade que volta todo outubro. É o meu chão, minha carne, meu orgulho de ser paraense. Porque quando Nazinha passa, até o coração aprende a andar descalço.
Monet Carmo
Enviado por Monet Carmo em 12/10/2025
Alterado em 12/10/2025 Copyright © 2025. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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