google.com, pub-2061508496645724, DIRECT, f08c47fec0942fa0


Sinopse: Um encontro breve... onde o quase é mais verdadeiro que o inteiro. Um conto sensorial sobre o instante em que o corpo vira linguagem, e o toque, tradução do que a alma não sabe dizer.
Epígrafe: “Toda luz toca. Mas só o humano sente o toque.”
Texto:
há toques que não são gesto... são idioma. um roçar de dedos e tudo o que estava mudo se reconhece. o instante suspenso antes do contato é o verdadeiro corpo do encontro, o quase, o ainda-não, o talvez.
a luz, tênue, parece saber o que vê: duas peles tentando não se perder. não há pressa. há respiração. há um silêncio que treme.
o primeiro dedo que se curva encontra o outro como quem retorna de um exílio. e então nada mais é necessário: nem promessa, nem palavra, nem futuro. só o calor. só a consciência de estar sendo tocado no exato limite entre o humano e o sagrado.
pue lux... pura luz. o momento em que o corpo deixa de ser matéria e vira linguagem. onde a ausência vira presença. onde o amor, sem precisar de nome, se escreve na pele.
🌙 Monet Carmo
Enviado por Monet Carmo em 04/10/2025
Alterado em 05/10/2025 Copyright © 2025. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|