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Renasço no tijolo cru da parede, no laranja vivo da camisa que grita presença, no espelho que já não me assusta, mas me reconhece inteira.
Renasço no salto que sustenta, no quadril firme que carrega cicatrizes, na pele que já não pede licença pra existir.
Sou a libélula que não inveja a borboleta, porque sabe que vive menos, mas arde mais, e no bater rápido das asas deixa rastro de fogo.
Sou mulher de estrada, poeira e esquina, sou cigana de vida e moleca de alma, sou a fala que rasga, o sorriso que afronta, a coragem que se veste de cor.
Renasço em mim mesma, todas as vezes que digo: não sou musa, não sou sombra… sou chama. Sou 🔥
Monet Carmo
Enviado por Monet Carmo em 02/10/2025
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