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Amar um desconhecido é quase um pacto com a ilusão... um corpo que não existe, uma voz inventada, um nome que não tem peso na terra.
As palavras prometem como vinho forte, inebriam, enganam, queimam a garganta. Mas sem o gesto, sem o suor, sem a pele que responde, não há lealdade... só fantasia vestida de desejo.
Amar assim é se perder num labirinto de fumaça, onde cada frase é um corredor sem saída, e cada vírgula é um eco que não leva a lugar algum.
A realidade exige coragem: olhar nos olhos, sustentar o silêncio, cair no desconforto da presença. Só aí o amor deixa de ser delírio e vira compromisso, vira chão que corta os pés, mas sustenta.
Porque sem realidade, não há fidelidade... há só sombras que se beijam no escuro e se dissolvem ao primeiro feixe de luz. Monet Carmo
Enviado por Monet Carmo em 30/09/2025
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