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Tua mão, erguida no silêncio, é quase oração, quase desejo, quase promessa.
No entrelaçar invisível dos dedos eu sinto o chamado do teu corpo, um convite sutil, um segredo que não se diz, mas se toca no ar.
Teu gesto não é só mão… é memória, é cicatriz que insiste em florescer, é o amor pedindo passagem entre o firme e o frágil.
E eu, que sempre busquei palavras, aprendi que o amor, às vezes, se escreve melhor em pele. Num quase toque, num quase abraço, numa mão que não prende, mas também não solta.
Porque amar é isso… é deixar o gesto falar por nós, quando a voz já não dá conta. Monet Carmo
Enviado por Monet Carmo em 28/09/2025
Alterado em 28/09/2025 Copyright © 2025. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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