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... Expressividade ...

"Decifra-me mas não me conclua, eu posso te surpreender! - Clarice Lispector

Textos


Eu sou a morte respirando dentro da carne viva…

A urgência obscena de devorar o instante que lateja nos meus nervos.

Sou a escuridão que se expande sem fim quando a luz se apaga…

Sou o avesso do amor, antes que ele corrompa o corpo e a mente pela loucura de outro humano.

Sou a doença que se reinventa, mesmo depois de ter cura… o corpo aprendendo a resistir ao que o destrói.

Sou o que contraria, sou o erro que insiste.

Sou a bruxa que lê nas cartas a maldição mais bela das memórias afetivas.

 

Escuta este silêncio que rasga o peito…

esta quietude densa… esta escuridão que abraça e traga.

É aí que eu existo: no medo, no talvez, no nunca, no vazio.

 

Repara como eu me espalho…

como incomodo…

como faço o coração disparar, o sangue gelar, a vontade em explodir; aquilo que falta coragem... Só desejo!

 

Mas repare,

Sou a coragem feia e bonita de me eternizar em momentos raros,

inapagáveis como um nascer de sol…

como o “talvez”, o “se”, o “te quero”, o “fica” e o “nunca te esqueci” ;

não pelo que significaste pra mim,

mas pelo que tu és.

 

Eu te amo do jeito destruidor que sou.

... a morte! o fim da certeza finita do ser

Da vida e por isso, me faço ser realidade nunca e jamais uma possibilidade!

Monet Carmo
Enviado por Monet Carmo em 28/09/2025
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