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Eu sou a morte respirando dentro da carne viva… A urgência obscena de devorar o instante que lateja nos meus nervos. Sou a escuridão que se expande sem fim quando a luz se apaga… Sou o avesso do amor, antes que ele corrompa o corpo e a mente pela loucura de outro humano. Sou a doença que se reinventa, mesmo depois de ter cura… o corpo aprendendo a resistir ao que o destrói. Sou o que contraria, sou o erro que insiste. Sou a bruxa que lê nas cartas a maldição mais bela das memórias afetivas.
Escuta este silêncio que rasga o peito… esta quietude densa… esta escuridão que abraça e traga. É aí que eu existo: no medo, no talvez, no nunca, no vazio.
Repara como eu me espalho… como incomodo… como faço o coração disparar, o sangue gelar, a vontade em explodir; aquilo que falta coragem... Só desejo!
Mas repare, Sou a coragem feia e bonita de me eternizar em momentos raros, inapagáveis como um nascer de sol… como o “talvez”, o “se”, o “te quero”, o “fica” e o “nunca te esqueci” ; não pelo que significaste pra mim, mas pelo que tu és.
Eu te amo do jeito destruidor que sou. ... a morte! o fim da certeza finita do ser Da vida e por isso, me faço ser realidade nunca e jamais uma possibilidade! Monet Carmo
Enviado por Monet Carmo em 28/09/2025
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