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O medo do recomeço… não é medo, é gozo contido. A cicatriz arde porque a carne ainda deseja ser aberta.
Recomeçar é obsceno. É lançar-se no vazio outra vez, sabendo que a queda pode não ter fim.
Amar… é aceitar o abandono como possibilidade. É oferecer a garganta à lâmina, com a esperança secreta de um beijo.
Cada encontro é um duelo. Cada abraço, uma execução adiada.
O coração… dividido, feroz… pede entrega e recusa ao mesmo tempo. Quem ama não busca paz busca o estremecimento, o risco, a vertigem.
O passado não se apaga: ele pulsa como ferida. Recomeçar é arrastar esse cadáver consigo… e ainda assim desejar.
O amor não conhece pressa. Ele é violência lenta, chama que queima até no silêncio.
O medo é a prova de que estamos vivos. E viver é nunca se salvar… é cair outra vez. Monet Carmo
Enviado por Monet Carmo em 21/09/2025
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