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Caminhei só por anos... com as feridas escondidas nas madrugadas, com a alma acostumada a dançar entre ausências e silêncios.
E eis que surgiste... não como promessa, mas como poesia que se estende em horas, se prolonga em dias, se repete em meses que embalam meu corpo.
O amor que pensei perdido me arrebata agora no simples gesto, no olhar que despede minhas defesas e devolve ao universo o ardor que sempre guardei no peito.
Treme a minha alma no desejo de ser desejada, de encontrar no toque a certeza que não se pede, não se negocia… apenas se vive.
E nesse tremor há renascimento: a mulher que seguia só se reconhece inteira, se enamora da vida e aprende que o amor verdadeiro não pede licença... invade, aquece, e transforma solidão em chama.
Monet Carmo
Enviado por Monet Carmo em 20/09/2025
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