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Soneto da Fenda e do AbismoCarrego em mim tua ausência como ferida, um corte aberto, húmido, pulsante, és sombra e carne, és vício que me incita, és fenda escura, luz dilacerante.
Te quero além do limite da pele, onde o prazer se rompe em agonia, onde o desejo não mente nem repele, mas se consome em febre e heresia.
Teu corpo é queda, é grito, é sacrifício, abismo onde me lanço sem retorno, é chama que devora o próprio vício.
E mesmo à distância, em delírio, torno a carne em culto, em sangue, em suplício, no gozo que é silêncio, ainda assim, conforto! Monet Carmo
Enviado por Monet Carmo em 13/09/2025
Alterado em 13/09/2025 Comentários
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