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A frase de quem corta a coragem pela raiz foi: “vc é muito boa para estar aqui e não queremos te frustrar, porquê nós não vamos mudar”. Ela foi dita como justificativa, carrega o peso de um sistema que prefere o silêncio à mudança.
Ser “boa demais” nunca deveria ser motivo de exclusão. O que incomoda não é a competência, mas a coragem de questionar, de não aceitar a normalização do erro, de se posicionar diante do risco e da injustiça.
Este manifesto nasce da certeza de que calar é pactuar. E eu não pactuo. A beleza do comum existe, sim, mas quando ele serve apenas para acobertar falhas, transforma-se em conivência.
Por isso, afirmo: coragem não é soberba, é responsabilidade. E toda responsabilidade exige apoio. Eu preciso, nós precisamos, de uma rede que fortaleça vozes, que não aceite a mordaça do medo, que sustente a ética como princípio inegociável.
Sigo firme. Não porque seja confortável, mas porque retroceder nunca foi opção. E que essa coragem, longe de ser punida, seja o primeiro passo de um movimento que não se contenta com menos do que segurança, respeito e dignidade. Monet Carmo
Enviado por Monet Carmo em 07/09/2025
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