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A luz atravessa a janela, cortando o ar em faixas douradas. Ela toca o rosto dele… e revela o contraste entre a pele marcada e a barba que sombreia seu maxilar.
Os olhos escuros, profundos... parecem guardar uma tormenta que ninguém vê. São olhos de homem que teme, que duvida, mas que aprende a transformar medo em coragem dentro da noite.
Os ombros largos projetam sombra na parede, sombra que parece maior do que ele… como se carregasse nos músculos os fantasmas de perguntas sem resposta.
A boca, entreaberta, desenha curvas de fogo quando encontra a pele da parceira. Ali não há receio. Ali ele é verbo… língua que percorre, sopro que incendeia, mandíbula que aperta no limite do prazer.
Entre quatro paredes, o quadro se completa: linhas de suor na pele, um traço de vulnerabilidade no olhar, o contraste entre força e entrega.
E na moldura invisível do quarto, fica o desenho de um homem inteiro… feito de sombras, luzes, prazer e silêncio. Monet Carmo
Enviado por Monet Carmo em 02/09/2025
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