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Não te vejo, não te toco, não te ouço… mas sei que tua pele existe aqui, no espaço entre as palavras, no arrepio que nasce só de imaginar.
A cada frase, teu corpo se inventa… teu dorso é curva escrita, tua boca é um verbo aberto, teus gemidos, reticências que me arrastam.
E eu te provo assim… na ausência, no silêncio que cria mundos, na tela que treme quando tu me escreve como se fosse já meu corpo que estremecesse.
O prazer não precisa de olhos nem de pele… precisa de coragem pra brincar com o invisível, pra fazer do pensamento um sexo inteiro, pra gozar em letras o que ainda não se tocou.
E quando vieres, porque virás, será apenas o corpo confirmando o que a imaginação já incendiou. Monet Carmo
Enviado por Monet Carmo em 31/08/2025
Alterado em 31/08/2025 Copyright © 2025. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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