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No fundo escuro o pescador insiste, bate em conchas que não sabem se abrir… até que a minha, ao teu calor, persiste, escancarada, só te quer sentir.
Quadril que chama, a pele já resiste, barriga lisa pronta pra te ouvir… no meu ouvido a tua voz existe, me toma agora, sem nada impedir.
Sou tua ostra, úmida, aberta, em chama, pérola viva, que em gozo se derrama, líquido quente, mar de me ofertar.
E tu, que buscas onde repousar teu peito, descobre em mim o abrigo e o direito de nunca mais da minha carne escapar. Monet Carmo
Enviado por Monet Carmo em 31/08/2025
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