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Era uma manhã comum… rotina de inicio de segundona, estrada de chão... Poeirão levantando no excesso de velocidade que lideres pregam segurança de si e do outro, mas, o velho costume do discurso de segurança que se fala e não prática! A vida em 1° lugar... Segurança sempre vêm primeiro... E várias frases de efeito nas reuniões, nos murais, no tal Pacto pela Vida. Mas o que vi naquele dia foi o contrário do que se fala.
O gerente, aquele que tantas vezes repete frases bonitas sobre “cuidar de si e do outro”, tomou uma atitude que colocou uma vida em risco. Um risco real, concreto, que poderia ter custado caro.
Eu vi, porquê foi comigo e outros também viram. Mas quando falei, quando expus o que tinha acontecido, a reação dele não foi de preocupação com o acidente que poderia ter ocorrido… foi com a exposição. O incômodo não era pelo risco… era pelo fato de alguém ter visto.
E isso mexeu comigo. Porque o que vale, afinal? A vida de quem tenta dá o seu melhor todos os dias ou a reputação de quem fala bonito nas reuniões?
A psicologia já explica esse tipo de comportamento. Freud fala do ego ferido que cria defesas para não encarar a realidade… Schein lembra que cultura não é o que está no cartaz, é o que o líder faz na frente de todos… e Festinger chamou de dissonância cognitiva essa contradição entre discurso e prática que mina a confiança.
No fundo, não é teoria. É vida real. É gente que deixa de acreditar. É silêncio que volta a tomar conta… e silêncio em um ambiente corporativo custa caro.
Quando o líder está mais preocupado em proteger a própria imagem do que em proteger pessoas, a incoerência se instala. E com ela vem o cinismo, o desgaste, a perda de sentido. Amy Edmondson fala de segurança psicológica como base para aprendizado… mas como falar se a resposta é sempre defensiva? Como confiar se quem deveria dar o exemplo se protege primeiro?
Eu fiquei com uma pergunta atravessada: qual é o preço de uma liderança que prefere preservar o orgulho a preservar a vida?
Referências que dialogam com essa reflexão
➡️Freud, S. (1923). O Ego e o Id. Schein, E. (2010). Organizational Culture and Leadership. ➡️Festinger, L. (1957). A Theory of Cognitive Dissonance. ➡️Maslach, C. (1999). Burnout: The Cost of Caring. ➡️Edmondson, A. (2018). The Fearless Organization. Monet Carmo
Enviado por Monet Carmo em 25/08/2025
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