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Guardo em mim uma flor silvestre… ela nasceu sem nome, entre pedras e silêncios, aprendeu a curar-se nas próprias rachaduras e a cantar para não esquecer quem era.
Hoje, entrego-a a ti, poeta… não como quem oferece flores comuns, mas como quem confia ao outro um pedaço da própria alma.
Porque sei que teus olhos saberão enxergar sua delicadeza escondida, sei que tua voz poderá lhe dar o nome que o mundo nunca lhe deu.
E se aceitares este presente, saberás que cada verso é também meu corpo, meu caminho, meu silêncio se abrindo para ti.
Monet Carmo
Enviado por Monet Carmo em 23/08/2025
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