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Mãe Rosa de todas as curas, benzedeira raiz, professora de plantio de ervas... Amor puro e genuíno pelo humano. Senhorinha de sorriso envergonhado E da voz de trovão com Arruda, rezando Seu rosário...
Escrevo com o coração cheio de lembranças… Do portão de madeira que rangia quando eu chegava, da fumaça leve que subia do seu fogão à lenha, do som baixo das suas rezas que pareciam conversar com o vento.
Lembro da sua mão quente sobre minha testa, do jeito que os seus olhos fechavam quando chamava os santos, e de como eu saía dali mais leve, como se as palavras que carregava tivessem virado pó e voado com a brisa.
O tempo passou… Mas em mim ficou o cheiro do mato que secava no seu quintal, a mistura de fé e paciência que havia no seu jeito de cuidar. Com o tempo, entendi que não era só o corpo que a senhora curava, mas a alma inteira — e não só a minha.
Hoje, longe daquele chão batido e das suas panelas, levo comigo cada benção que recebi, cada fio de arruda que a senhora amarrou no meu pulso, cada palavra dita baixinho que me guardou de tantos males.
Que Deus e todos os santos da sua devoção continuem dando força às suas mãos, luz aos seus olhos e paz ao seu coração.
Com gratidão e respeito eterno, Monet Carmo
Enviado por Monet Carmo em 15/08/2025
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