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> “(...) Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração... e quem irá dizer que não existe razão?...” — Renato Russo
Eduardo fechou os olhos e voltou à fita da memória... Cada cena ainda estava registrada, como se tivesse acontecido ontem. O caminho ele sabia de cor, não tinha como se perder. E tinha a certeza: Mônica o receberia com a alma escancarada, braços abertos, corpo inteiro.
No lugar, haveria flores colorindo os cantos... pétalas espalhadas pelo chão, incenso queimando no ar, e frutas sobre a mesa. Entre todas, ele imaginava o destaque: o morango... grande, vermelho, doce, feito para se perder entre bocas e pele. Já o chocolate, cúmplice de encontros passados, daria espaço ao sabor puro, cru... algo novo, tão intenso quanto os dois.
Soava a campainha... e lá estava ela. Mais magra talvez, mas com as mesmas curvas onde ele sempre se perdia. O mesmo encanto nos olhos brilhantes, o mesmo sorriso que o desarmava. O vestido preto de renda, solto e provocante, escondia e revelava o essencial. Saltos que traziam a boca dela exatamente na altura da dele. E aquele perfume... absinto no ar, embriagando antes mesmo do toque.
Foi então que ouviu sua voz... macia, doce, carregada de provocação:
— Oi... por que demorou tanto assim? Depois de um ano, eu ainda estou aqui.
Eduardo sorriu... e se perguntou se, ao reencontrá-la, tudo realmente seria assim.
> “(...) E quem irá dizer que não existe razão?...” Monet Carmo
Enviado por Monet Carmo em 26/10/2006
Alterado em 07/09/2025 Copyright © 2006. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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